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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013


Juramento do Método DeRose

Como praticante do Método DeRose, juro e prometo, pela minha honra e pela minha vida, dedicar todos os meus esforços para tornar-me uma pessoa melhor: um melhor filho, melhor irmão, melhor cônjuge, melhor amigo, melhor cidadão.
Como praticante do Método DeRose, juro e prometo não fazer uso de substâncias intoxicantes, que gerem dependência ou que alterem o estado da consciência, mesmo que tais substâncias sejam naturais, ainda que sejam legais.
Como praticante do Método DeRose, juro e prometo reeducar meus impulsos emocionais, sublimar as emoções e contornar eventuais conflitos, aprimorando assim minhas boas relações humanas no trabalho, nas amizades e na família.
Como praticante do Método DeRose, juro e prometo propugnar pela justiça e pela verdade. Ao ouvir uma acusação ou difamação, juro e prometo advogar em defesa do acusado, seja ele quem for, indefeso por ausência.
Como praticante do Método DeRose, juro e prometo trabalhar com dedicação e afinco, sem esmorecimento, pelo bem-estar, segurança e prosperidade minha e daqueles que dependerem de mim, daqueles que trabalharem comigo e, por extensão, de toda a sociedade.
Como praticante do Método DeRose, juro e prometo ser honesto no meu trabalho e em todas as minhas atitudes, desde as mais insignificantes do dia-a-dia, professando em tudo a seriedade superlativa e uma obstinada honestidade.
Como praticante do Método DeRose, juro e prometo auxiliar os necessitados, propondo ações efetivas que possam melhorar as condições de vida dos meus semelhantes.
Como praticante do Método DeRose, juro e prometo ser leal, apoiar e ajudar os meus companheiros do Método em tudo o que for possível, empenhando-me diligentemente.
Como praticante do Método DeRose, neste ato solene, proclamo o meu compromisso de honrar com amor e dedicação todos os princípios que caracterizam a Nossa Cultura, consubstanciando o valor de cada palavra aqui proferida.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013


Por que a cada dia um número maior de pessoas adota o vegetarianismo?
Os vegetarianos emocionais não querem alimentar-se do sofrimento dos animais, que despejam no organismo a química do desespero e da dor, liberada no momento que antecede à morte. Lembram-se do abate ao boi que sofre antecipadamente ao escutar o grito de socorro do outro que está sendo sacrificado. Ou porque ficaram sabendo que escorrem lágrimas dos olhos das ovelhas quando percebem que vão morrer. Ou sentiram-se sensibilizados com o mar tingido de sangue, pela matança de baleias, focas e golfinhos.
Os vegetarianos racionais motivam-se por uma outra prioridade: a própria saúde. Argumentam que esta alimentação é mais apropriada para o homem, comparando o organismo humano ao dos carnívoros:
·        Os animais carnívoros têm os intestinos curtos, enquanto os herbívoros e vegetarianos têm os intestinos muito longos. As carnes se putrefazem rapidamente, liberando toxinas fortíssimas. Quando os intestinos são curtos, a absorção de toxinas é muito menor, mas, no caso do ser humano, que possui intestinos longuíssimos com uma capacidade de absorção excelente, as toxinas produzidas pela putrefação das carnes são bastante assimiladas.
·        A digestão das carnes é muito ácida. Para anular esta acidez, os carnívoros consomem ao final da refeição, instintivamente, os ossos da presa, que são ricos em minerais alcalinizantes.
·        No ser humano, os resíduos ácidos do metabolismo são depositados nas articulações. Este é um motivo pelo qual a alimentação vegetariana é adotada pelos praticantes de Yôga há milênios, pois ela vai aumentar o desempenho em exercícios de flexibilidade.
·        Os carnívoros matam e comem a presa na hora, com o sangue ainda quente. Os carniceiros comem o bicho dias depois, pois estão dotados de um aparelho digestivo apropriado para eliminar os venenos da carne em putrefação. O humano não é nem carnívoro nem carniceiro, simplesmente porque não pode sequer imaginar-se comendo carne crua e sangrando e, muito menos, apodrecida ou fedendo.
·        Os carnívoros são dotados de caninos afiados e desenvolvidos, próprios para rasgar e dilacerar a carne. Os herbívoros e vegetarianos possuem caninos pouquíssimo desenvolvidos e dentes mais apropriados para cortar e triturar o alimento. Os carnívoros quase não mastigam, engolindo a comida praticamente inteira, enquanto os vegetarianos mastigam muito, até liquefazerem o alimento.
·        Os animais carnívoros transpiram pela língua; os herbívoros, vegetarianos e o homem, pela pele.
·        Os carnívoros bebem usando a língua e os vegetarianos através de sucção.
A partir destas comparações, conclui-se que nos aproximamos mais dos animais não comedores de carne, e desse modo, a alimentação vegetariana é mais adequada ao nosso biotipo.
Instintivamente, não somos atraídos pelas carnes porque estas, cruas, sem estar devidamente preparadas e condimentadas ou beneficiadas, têm odor repugnante e aspecto repulsivo. O aroma e a aparência das frutas já nos são muitíssimo mais sedutores.
Existem ainda aqueles que não estão interessados em qualquer argumento que explique a razão pela qual não queiram comer carnes. Apenas preferem a alimentação vegetariana por uma questão de gosto, por ter melhor digestibilidade, por ser muito nutritiva e saudável, já que as carnes não fazem a menor falta para o organismo.
Extraído do livro O Gourmet Vegetariano, do Castro, Ro. 2a. ed., Pág. 61, Ed. Uni-Yôga. São Paulo. 1999

Foto de Michael Nichols - The golden touch.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Como anda seu contentamento?

Hoje trazemos um texto da Sonia Hirsch, jornalista e escritora voltada para promoção da saúde, como ela mesma se define em seu blog (http://www.soniahirsch.com/). Com ela temos em comum a vontade de ter corpos e mentes mais saudáveis, e de que isso seja uma vontade cada vez mais difundida entre as pessoas! Esse texto, em especial, chamou nossa atenção por abordar uma das normas éticas do Método DeRose, que é o contentamento. Sim, estar descontente é antiético! O código de ética do Método é composto por 5 proscrições (coisas que não devemos fazer) e 5 prescrições (coisas que devemos fazer) e foi sistematizado pelo Mestre DeRose, tendo como base ensinamentos muito antigos, de cerca de cinco mil anos atrás. Esse código se aplica a qualquer pessoa, vivendo em qualquer tempo ou civilização, de qualquer idade, gênero, profissão ou estilo de vida. Em breve traremos os demais, mas por enquanto procure exercitar o contentamento, que é uma das prescrições éticas do nosso Método!


Outono, receita médica: contentamento - Sonia Hirsch

Chega junto com o outono, em dias lindos e limpos, o medo da pneumonia "atípica". Os jornais abrem manchetes sobre os casos fatais. Mais de dez laboratórios já estão pesquisando remédios e vacinas. Cada um de nós acompanha atentamente a evolução dos fatos, e também dos boatos, que não são confiáveis mas dão muito assunto.

Fica assim combinada a vida: a qualquer momento podemos sofrer a invasão de um poderoso inimigo. Será? Melhor não. Mas como não?

Escrevo para minha amiga Lena Peres, médica infectologista, que responde: “A melhor recomendação é evitar aglomerações, fazer uma boa hidratação e cultivar o contentamento – virtude que aumenta as defesas do organismo”.

Grande sabedoria!

O ar que circula num ambiente cheio de gente não é mesmo lá grande coisa, e pode sim estar cheio de agentes irritantes para as mucosas do pulmão, além de micróbios de todo tipo e tamanho.

Boa hidratação significa água em quantidade, água que limpa, lava, refresca, ajuda a renovar as células e é essencial à vitalidade de todos os tecidos, inclusive respiratórios.

E o contentamento, bem... O contentamento é simplesmente uma das chaves da vida.

Para começar, se há contentamento não há medo. E se não há medo, qual é o problema? Um vírus, por pior que seja, jamais será significativo para a pessoa que está bem. Como disse a doutora, tudo pode ser apenas uma questão de estar com as defesas em ordem. Em se tratando do ser humano, defesa quer dizer zilhões de pequenas células espalhadas por todo o corpo, prontas a neutralizar a ação de qualquer micróbio; mas quer dizer também pensamentos e sentimentos positivos, que reafirmam a confiança na vida e não dão espaço para ansiedade.

Em psicologia é sabido que certas pessoas têm perfil de vítima. Saem à rua tão convencidas de que podem ser assaltadas que atraem o assaltante. Se forem visitar alguém que está com gripe, saem espirrando. “Ué”, alguém vai dizer, “mas isso é comum, gripe pega!”

Pega quem? Quem está predisposto a ser pego, ora essa. E também não pega assim de uma vez.

Vai encostando, dá uma indisposição, uma vontade de se enfiar na cama, um friozinho, uma leve dor de garganta – e aí é que se vê quem comanda o barco. “É na tempestade que se conhece o timoneiro”, diz o ditado. Se o corpo está dando todos os sinais de que precisa descansar, e a gente não descansa, está querendo gripe.

Se, ao contrário, a gente respeita o que está sentindo e descansa, toma um caldinho quente, se agasalha, corta os excessos e fica contente por poder fazer isso, em pouco tempo tudo vai bem de novo. Foi dada ao organismo a oportunidade de se autorregular, e ele agradece.

Alimentação pobre em nutrientes e rica em gorduras, laticínios, açúcar, produtos químicos, álcool e toxinas; stress, falta de sono, falta de atividade física, falta de afeto e outras emoções nutritivas; e exagero nas temperaturas artificiais, como o ar-condicionado gelado, tudo isso nos desregula. Ainda mais no outono, cujo ar mais seco favorece gripes, tosses, resfriados. Um vento fresco sopra de repente e pede sempre um casaquinho ou uma écharpe para não entrar pelos ombros e atingir o interior do corpo. É hora de colocar mais uma colcha na cama, e meias de algodão para dormir com os pés quentinhos.

Gripes acontecem quando o estado geral de cansaço, poluição e muco interno transborda. As mucosas já estão inflamadas. É isso o que dá oportunidade ao pobre do vírus, coisinha ridícula que nem corpo tem, e a bichos maiores e mais ocultos, diria mesmo ocultíssimos, como lombrigas, amebas, giárdias, solitárias, estrongilóides, oxiúros, tricuros, fascíolas e muitos mais, que se estabelecem em qualquer parte de nós e se multiplicam, com larvas que muitas vezes atravessam o delicado tecido do pulmão e coisas piores. Qualquer pneumonia sem causa óbvia obriga a investigar a "síndrome de Loefler", ou: presença de infecção por helmintos possivelmente afetando o pulmão.

Na medicina tradicional chinesa o outono é a estação dos pulmões, que dão ritmo e ordem à vida – ou depressão e melancolia, se estiverem fracos e sem energia. Reina a força de Metal, que tem a ver com tesouros e colheitas. Estação muito boa para concentrar os esforços, concluir processos e... tratar dos vermes, já que pulmões e intestinos trabalham juntos.

É um tempo de maturidade. A capacidade de realização do ser humano se apresenta como tranquilidade, paz, confiança nos processos de renovação da natureza. A gente olha para dentro e reconhece quem é. Faz o que tem que fazer e fica contente. Pronto.