quinta-feira, 31 de maio de 2012

Axioma nº 1: não acredite!


O Método DeRose possui alguns axiomas e o primeiro é este: não acredite. Não acredite em mim e não acredite no que falam de mim. Não acredite na propaganda, nem nas notícias que chegam pelos jornais. Não acredite na informação mais honesta, transmitida pela pessoa mais sincera, pois até essa sofreu distorção.
Porque todas as “verdades” são relativas a uma ótica particular, dependendo do observador. Todas as afirmações aureoladas como verdades, sofreram as distorções de cultura, neuroses e interesses dos que as aceitam como reais.
Ao levar em consideração o axioma nº 1 você fica protegido de doutrinações e passa a avaliar as informações sob uma ótica mais madura, buscando informação e esclarecimento, ao invés de regras e modelos.
Outra grande vantagem do axioma nº 1 é enfraquecer e evitar fofocas. Em fofoca não se deve acreditar, nem nas mais ingênuas. E se você não acredita, simplesmente não passa adiante e, portanto, a fofoca morre.
No próximo artigo abordaremos mais a fundo esse tema – a fofoca – que pode parecer tão banal, mas que causa tristezas, conflitos e prejuízos!
Texto de autoria do educador DeRose

sábado, 12 de maio de 2012

A mãe na mitologia Hindu ( minha homenagem para as mães desta escola em seu dia)

Esta é uma história sobre a sabedoria de Ganesh, sua devoção à mãe e a rivalidade que existia entre ele e seu irmão mais novo.
Nunca existiram irmãos mais diferentes. Kartikeia, o filho  de Shiva e Parvati era alto, elegante e atlético. Kartikeia é o deus da Guerra e domina o uso de todas as armas. Como a maioria dos garotos, ele é vaidoso e se preocupa muito com a aparência e as habilidades. Muito apropriadamente, seu animal e símbolo é o pavão, a ave mais bela de todas e também o pássaro nacional da Índia. Kartikeia sempre gostou de jogos e concursos energéticos, onde ele podia competir com outros deuses, especialmente com seu irmão e, é claro, ganhar.
Um dia, Kartikeia provocou seu irmão gordinho e o chamou para uma corrida! Ganesh já estava acostumado com os modos do irmão, então sorriu e continuou a ler o seu livro.
- Veja, mãe - reclamou Kartikeia, - ele não faz nada a não ser descansar a tromba em seu livro, o dia todo. Diga-lhe que nós, os deuses, temos que voar por aí e patrulhar esse mundo de vez em quando. Eu vôo o tempo todo no meu pavão. Vai ver que eu sou um deus melhor que ele.
- Vamos ver - foi va resposta de Parvati. E ela deu um pequeno teste aos filhos. Ela pediu aos dois que dessem uma volta ao redor do universo e aquele que chegasse primeiro, seria o vencedor e ganharia dela uma benção especial.
Kartikeia deu pulos de felicidade.
- Vou montar o meu pavão e voltarei sem demora! - ele se vangloriava, rindo-se ao imaginar Ganesh montado no camundongo. Ele ia levar milhões, ou bilhões de anos para dar a volta pelo universo. - Você pode desistir agora mesmo, se prefirir - disse Kartikeia ao irmão, - porque não existe a menor chance de que possa ganhar!
Dando um alegre adeus, Kartikeia partiu no seu pássaro colorido. Ganesh se sentou e pensou calmamente por uns minutos. De mãos postas, ele abaixou a cabeça e orou à deusa Parvati. Então, montou no seu rato e, muito devagarinho, cheio de dignidade, ele começou a a dar uma volta ao redor da sua mãe.
Kartikeia levou um dia e uma noite para dar uma volta inteira pelo universo. E voava tão rapidamente que mal viu os planetas, as estrelas e os satélites, passando por eles como um raio. Por fim, feliz e orugulhoso, Kartikeia se apresentou à mãe, certo de que era o vencedor.
- Mas, Kartikeia, foi seu irmão quem venceu! - foram as palavras de Parvati. A deusa sabia que seu filho menor precisava de uma lição para crescer. - Sua velocidade foi menor que a sabedoria dele, filho!
Kartikeia mal podia acreditar no que ouvia. Teria ouvido bem?
Mas ele sabia que a sua mãe sempre falava a verdade. Então, ele se virou para Ganesh e perguntou curioso:
- Como foi que você conseguiu? Como pôde dar uma volta tão rápida pelo universo, com este rato?
- Irmãozinho, nossa mãe, que nos deu à luz e nos cria e protege, também é a Criadora de tudo e de todos no universo. O sol nasce no leste, as estrelas brilham à noite, os pássaros cantam, os rios correm, e tudo isso só porque nossa mãe o deseja. Quando você vê pessoas, animais, árvores, montanhas e até mesmo deuses, deve se lembrar da grande Mãe que tudo criou. Todos nós somos parte dela. Ela é o universo! Portanto, eu apenas dei uma volta ao redor dela. - explicou Ganesh.
Kartikeia logo compreendeu o que o irmão tentava lhe dizer e teve vergonha do orgulho e da empáfia que sentira. E, humildemente, ele pediu perdão a Ganesh e então cumprimentou reverentemente Parvati.
- Mãe, a senhora também me perdoa? A senhora é tão adorável e eu tão jovem e tolo, que penso que é só minha e de mais ninguém. Esqueci-me de que a senhora é a Mãe universal!
- Parvati abriu os braços graciosos e abraçou ternamente os dois deuses, dizendo-lhes:
- Meus filhos, os dois ganharam. O amor de uma mãe é dado incondicionalmente e não existe criança que não receba as bençãos de sua mãe. Ambos têm as minhas bençãos. E que vocês possam, em troca, ser uma benção para todos os que os chamarem pedindo ajuda.


Feliz dia das mães,
Carla Mader