sábado, 12 de maio de 2012

A mãe na mitologia Hindu ( minha homenagem para as mães desta escola em seu dia)

Esta é uma história sobre a sabedoria de Ganesh, sua devoção à mãe e a rivalidade que existia entre ele e seu irmão mais novo.
Nunca existiram irmãos mais diferentes. Kartikeia, o filho  de Shiva e Parvati era alto, elegante e atlético. Kartikeia é o deus da Guerra e domina o uso de todas as armas. Como a maioria dos garotos, ele é vaidoso e se preocupa muito com a aparência e as habilidades. Muito apropriadamente, seu animal e símbolo é o pavão, a ave mais bela de todas e também o pássaro nacional da Índia. Kartikeia sempre gostou de jogos e concursos energéticos, onde ele podia competir com outros deuses, especialmente com seu irmão e, é claro, ganhar.
Um dia, Kartikeia provocou seu irmão gordinho e o chamou para uma corrida! Ganesh já estava acostumado com os modos do irmão, então sorriu e continuou a ler o seu livro.
- Veja, mãe - reclamou Kartikeia, - ele não faz nada a não ser descansar a tromba em seu livro, o dia todo. Diga-lhe que nós, os deuses, temos que voar por aí e patrulhar esse mundo de vez em quando. Eu vôo o tempo todo no meu pavão. Vai ver que eu sou um deus melhor que ele.
- Vamos ver - foi va resposta de Parvati. E ela deu um pequeno teste aos filhos. Ela pediu aos dois que dessem uma volta ao redor do universo e aquele que chegasse primeiro, seria o vencedor e ganharia dela uma benção especial.
Kartikeia deu pulos de felicidade.
- Vou montar o meu pavão e voltarei sem demora! - ele se vangloriava, rindo-se ao imaginar Ganesh montado no camundongo. Ele ia levar milhões, ou bilhões de anos para dar a volta pelo universo. - Você pode desistir agora mesmo, se prefirir - disse Kartikeia ao irmão, - porque não existe a menor chance de que possa ganhar!
Dando um alegre adeus, Kartikeia partiu no seu pássaro colorido. Ganesh se sentou e pensou calmamente por uns minutos. De mãos postas, ele abaixou a cabeça e orou à deusa Parvati. Então, montou no seu rato e, muito devagarinho, cheio de dignidade, ele começou a a dar uma volta ao redor da sua mãe.
Kartikeia levou um dia e uma noite para dar uma volta inteira pelo universo. E voava tão rapidamente que mal viu os planetas, as estrelas e os satélites, passando por eles como um raio. Por fim, feliz e orugulhoso, Kartikeia se apresentou à mãe, certo de que era o vencedor.
- Mas, Kartikeia, foi seu irmão quem venceu! - foram as palavras de Parvati. A deusa sabia que seu filho menor precisava de uma lição para crescer. - Sua velocidade foi menor que a sabedoria dele, filho!
Kartikeia mal podia acreditar no que ouvia. Teria ouvido bem?
Mas ele sabia que a sua mãe sempre falava a verdade. Então, ele se virou para Ganesh e perguntou curioso:
- Como foi que você conseguiu? Como pôde dar uma volta tão rápida pelo universo, com este rato?
- Irmãozinho, nossa mãe, que nos deu à luz e nos cria e protege, também é a Criadora de tudo e de todos no universo. O sol nasce no leste, as estrelas brilham à noite, os pássaros cantam, os rios correm, e tudo isso só porque nossa mãe o deseja. Quando você vê pessoas, animais, árvores, montanhas e até mesmo deuses, deve se lembrar da grande Mãe que tudo criou. Todos nós somos parte dela. Ela é o universo! Portanto, eu apenas dei uma volta ao redor dela. - explicou Ganesh.
Kartikeia logo compreendeu o que o irmão tentava lhe dizer e teve vergonha do orgulho e da empáfia que sentira. E, humildemente, ele pediu perdão a Ganesh e então cumprimentou reverentemente Parvati.
- Mãe, a senhora também me perdoa? A senhora é tão adorável e eu tão jovem e tolo, que penso que é só minha e de mais ninguém. Esqueci-me de que a senhora é a Mãe universal!
- Parvati abriu os braços graciosos e abraçou ternamente os dois deuses, dizendo-lhes:
- Meus filhos, os dois ganharam. O amor de uma mãe é dado incondicionalmente e não existe criança que não receba as bençãos de sua mãe. Ambos têm as minhas bençãos. E que vocês possam, em troca, ser uma benção para todos os que os chamarem pedindo ajuda.


Feliz dia das mães,
Carla Mader

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Recitação Matinal e Noturna

Agorinha mesmo em conversa com a Daíse, falei deste texto do DeRose.
Não me canso de divulgá-lo, pois seus efeitos são devastadores. Imprima frente e verso e coloque na cabeceira de sua cama para poder colocar em prática sua leitura diária.

Recitação Matinal
Todas as manhãs leia esta recitação assim que acordar: 
 Recebo este novo dia em minha vida com a disposição de ser uma pessoa melhor e mais feliz. Desejo compartilhar as boas coisas e bons pensamentos.
 Vou regozijar-me com as coisas belas e simples como uma brisa, um raio de sol, um pássaro, uma flor.
 Quero me reeducar gradualmente para servir melhor às pessoas com quem me relacionar neste dia. Quero ser mais tolerante hoje do que ontem.
 Hoje vou aprender mais coisas e realizar algo de bom. Vou agir, vou levantar-me e fazer, vou realizar ações efetivas para a edificação daquilo em que eu acredito e em defesa dos ideais em que creio. Vou construir mais, realizar mais, vou modificar meu karma e deixar minha marca no mundo com atitudes boas e positivas.
Encerrar com o mantra ÔM. Se não puder vocalizá-lo, mentalize-o silenciosamente.
Recitação Noturna
Todas as noites leia esta recitação antes de adormecer:
  
 Esta noite entrego meu corpo e alma à Força da Natureza, a qual retribuirá minhas ações construtivas, emoções limpas e pensamentos edificantes, proporcionando mais saúde ao meu corpo, mais felicidades ao meu emocional e mais lucidez à minha mente.
 Amanhã será um novo dia em minha vida em que acordarei com a disposição de ser uma pessoa melhor a mais feliz. Compartilharei as boas coisas e bons pensamentos.
 Quero me reeducar gradualmente para servir melhor às pessoas com quem me relacionar. Sei que fui mais tolerante hoje do que ontem e amanhã serei mais do que hoje.
Amanhã vou aprender mais coisas e realizar algo de bom. Vou agir, vou levantar-me e fazer, vou realizar ações efetivas para a edificação daquilo em que eu acredito e em defesa dos ideais em que creio. Vou construir mais, realizar mais, vou modificar meu karma e deixar minha marca no mundo com atitudes boas e positivas.
Encerrar com o mantra ÔM. Se não puder vocalizá-lo, mentalize-o silenciosamente.

quinta-feira, 15 de março de 2012


BIOPIRATARIA NA AMAZÔNIA - FATOS HISTÓRICOS

Pau Brasil
A historia da biopirataria na Amazônia começou logo depois a "descoberta" pelos portugueses em 1500, quando os mesmos roubaram dos povos indígenas da região o segredo de como extrair um pigmento vermelho do Pau Brasil. Hoje, a flora e a fauna do Brasil continuam desaparecendo e a madeira que deu ao Brasil seu nome, está sendo preservada apenas em alguns jardins botânicos.
Seringa
Provavelmente o caso mais infame é o do inglês Henry Wickham, que levou em 1876 sementes da árvore da seringueira - uns dizem que as sementes foram escondidas entre folhas de bananeira - rumo a uma nova plantação de Hevea brasiliensis nas colônias Britânicas na Malásia. Após algumas décadas a Malásia tornou-se o principal exportador de látex, arruinando a economia da Amazônia que era baseada principalmente na exploração da borracha. Nesse episódio histórico, Wickham foi armado cavaleiro pelo rei da Inglaterra, George V, porém, considerado maldito pelos seringueiros brasileiros que o chamaram "o Executor da Amazônia".
Quinina
Outro exemplo é o quinina, um remédio contra malária. Os povos indígenas usavam a planta para tratamento de febre. Derivado da árvore de cinchona (Cinchona officinalis), ela foi usada na década 20 nos Estados Unidos para o tratamento de malária. O produto ficou conhecido como "casca de febre dos Índios" (Indian fever bark) e foi usado na Europa desde o inicio do século 16. (Um século mais tarde seu nome foi mudado para "casca de febre de Jesuíta…"). A demanda pela cinchona desencadeou um processo de exploração que quase a fez extinta. Contrabandeando a planta da América do Sul para Java, em 1865, o inglês Charles Ledger, na verdade, contribuiu com sua preservação. E apenas sessenta anos mais tarde, mais que 95% do quinina do mundo vinha de Java…
Curare
O conflito é inevitável quando se trata do patenteamento de plantas medicinais: o curare, por exemplo, uma mistura tóxica de várias plantas, usada tradicionalmente por algumas etnias indígenas da Amazônia, para envenenar as pontas de suas flexas cuja fórmula foi mantida em segredo pelos indios durante séculos..
Alexander von Humboldt foi o primeiro Europeu, em 1800, a testemunhar e descrever como os ingredientes eram preparados.
Mas o curare começaria a ser utilizado como um anestésico apenas em 1943, quatro anos depois que seu ingrediente ativo, o d-tubocurarine foi isolado.

Bibliografia
  • Green Piracy, by Alessandra Dalevi, BRAZZIL July 1997
  • Fonte: http://www.amazonlink.org

quinta-feira, 8 de março de 2012

Dia Internacional da Mulher

Será que é preciso mesmo ter um dia? Prefiro pensar que nos tempos atuais não!
Prefiro pensar em uma igualdade, não pelo simples fato de ser mulher, mas por sermos todos Humanos independente do sexo, credo, raça....
Prefiro neste dia pensar em agradecer às forças que não compreendemos, a oportunidade que tenho de estar aqui como mulher e poder deixar minha marca!
Mulher com todas suas características e mistérios, como Verdi há muito já dizia: La Donna è mobile!

Fica aqui a minha homenagem com o texto Shaktísangama-Tantra II. 52:

 “A Mulher cria o universo, ela é o próprio corpo desse universo. A Mulher é o suporte dos três mundos, ela é a essência de nosso corpo. Não há outra felicidade senão aquela proporcionada pela Mulher. Não há outro caminho senão aquele que a Mulher pode abrir para nós. Nunca houve e nunca haverá, nem ontem, nem agora, nem amanhã, outra ventura senão a Mulher; nem reino, nem peregrinação, nem Yôga, nem prece, nem fórmula mágica (mantra), nem ascese, nem plenitude além daquela prodigalizada pela Mulher.”

Carla Mader



quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Reflexões cotidianas: sacolinhas, usar ou não, eis a questão!

por Carolina Mathias, terça, 31 de Janeiro de 2012

Atendendo a um pedido muito especial, me coloco a pensar sobre a decisão do não uso de sacolas plásticas nos supermercados.

Até bem pouco tempo atrás as tais sacolinhas eram crucificadas! Foi um tal de ecobag pra lá, ecobag pra cá... eu, que sempre usei sacolinhas para acondicionar lixo e cocô dos cachorros, agia com discrição no supermercado. Vai que alguém me visse sem minha ecobag?! Logo eu, uma "ambientalista"... escrevi um pouco no Aralume sobre essa relação com as sacolinhas, onde tem até um passo-a-passo para fazer o saquinho de jornal (http://aralume.blogspot.com/2011/09/andam-falando-das-tais-sacolinhas.html).

E agora, que a coisa realmente "pegou", não tem mais sacolinha, tem umas pessoas reclamando... ah, quer saber? Isso não me surpreende, porque SEMPRE vai ter alguém reclamando. E essas pessoas SEMPRE vão ter argumentos que, no mínimo, fazem pensar, mas que podem até te fazer mudar de opinião. E, no fim das contas, por piores que sejam os argumentos, por mais diferentes que sejam os pontos de vista, é assim que a gente evolui... toda unanimidade é burra!

Mas vamos lá: o principal argumento que vi é que os saquinhos para frutas e legumes continuam sendo usados... realmente... ontem quando fui no supermercado, ao olhar os tais saquinhos - esses sim eu sempre economizei, pois são umas porcarias e não tem muita utilidade em casa - pensei "é, as mudanças são muito lentas mesmo...".

E tem que ser assim, um passo de cada vez. Eu tenho a tendência de "atropelar" as coisas e venho tentando mudar isso, pois a experiência mostra que enquanto um passo não é assimilado, não adianta querer dar outro. E olha só, exemplo prático do que significa assimilar um passo: na minha visita de ontem ao supermercado não levei sacola e tive que sair equilibrando a meia dúzia de coisas que comprei! Ainda bem que tinha os saquinhos para colocar as cenouras, rs...

Outra coisa que falam é que os estabelecimentos que deveriam dar um jeito de substituir as sacolinhas, adotando embalagens sustentáveis, como as de papel. Eu acho que os consumidores devem sempre exigir seus direitos, mas também tenho um cuidado com o excesso de reivindicações... sempre a "culpa" é do governo, da loja, do patrão. Reclamar é muito fácil! (aliás, meu sonho de trabalho é ser auditora! Ficar só dando pitaco e falando "isso tá errado", "muda tal coisa" e "não gostei, assim não está bom", rs... depois vai embora e espera o relatório!).

Brincadeiras à parte, vamos sim exercitar a reflexão, vamos sim estar atentos às "pegadinhas" que a mídia e o senso comum nos pregam e, justamente por isso, vamos também exercitar a mudança de padrões de comportamento! É um grande desafio e a primeira reação quase sempre é contrária à mudança!

Sou super adepta de atos rebeldes, de greves, de boicotes, de abaixo assinados. Mas, sinceramente, reivindicar a volta de sacolinhas é um retrocesso! Fiquei absurdada quando li a seguinte frase: "Somente com uma grande movimentação popular conseguiremos reaver as sacolinhas nos supermercados". Gente, "grande movimentação popular" para reaver sacolinhas nos supermercados?!?!?! Acorda meu povo!!! Qualquer grande movimentação exige energia; qualquer dispêndio de energia tem um custo... e é com essa causa que você quer gastar sua energia?!

Mesmo que a decisão de tirar as sacolinnhas tenha sido equivocada... mesmo que os argumentos contra essa decisão estejam certos... precisa mesmo desse auê?!

O mundo está repleto de causas muito mais importantes do que essa, nem que seja arrumar a sua gaveta de meias! (ou eu que já estou meio de saco cheio, com uma pequena tendência a me alienar do mundo?!)

Resumo da ópera: é preciso treinar a mudança de padrões de comportamento e a priorização do que deve ocupar nosso tempo, espaço, dinheiro e saúde!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Gostei tanto deste texto que resolvi copiá-lo para o nosso Blog diretamente do Blog do DeROSE, que é o autor.
Vício x Virtude

Toda a cultura judaico-cristã se apoia na dicotomia vício e virtude. Nesse sentido, vício é a antítese da virtude e tem o sentido de defeito, qualidade negativa, imperfeição, disposição para praticar o mal.
Tanto o Antigo quanto o Novo Testamento são pródigos em exemplos e parábolas que procuram incutir nos seus leitores a noção de que o vício será punido e a virtude recompensada.
Contudo, no sentido corrente da linguagem coloquial, vício tem a acepção de dependência gerada pelo uso de drogas (cocaína, nicotina, cafeína, teína, teobromina, guaraína, adrenalina, álcool etc).
A maioria dessas drogas é considerada inocente e, dessa forma, é legal e socialmente aceitável. No entanto, nem por isso tais substâncias deixam de ser potencialmente prejudiciais a partir do momento em que criem dependência física e psíquica. Várias delas alteram os sentidos a ponto de pôr em risco a própria vida do usuário e as dos demais.
Quando nos referimos ao vício e às drogas, popularmente estamos aludindo às substâncias ilegais ou, pelo menos, ao álcool e ao fumo. Raramente ao café. Apesar disso, uma das primeiras coisas que o médico pergunta em uma consulta é quanto o paciente toma de café por dia!
Quer apliquemos aqui a primeira ou a segunda acepção do termo vício, a forma mais eficiente de combatê-lo é atuando na juventude. Uma pessoa que já carregue nas costas quarenta anos de idade, ou mais, dificilmente aceitará a orientação para que deixe de fumar, beber ou usar drogas, a menos que ocorra uma motivação muito forte como o diagnóstico de uma doença grave. Mesmo assim, um bom número ainda reincide.
Trabalho há cinquenta anos com reeducação comportamental e qualidade de vida. Pela minha experiência, o investimento de trabalho e energia necessários para tentar desintoxicar e curar um usuário de drogas é cerca de cem vezes maior do que o trabalho e energia investidos para evitar que um jovem comece a fumar, beber ou envolver-se com tóxicos. E as probabilidades de sucesso seguem a mesma proporção.
Assim sendo, poderemos auxiliar cem vezes mais gente se realizarmos um trabalho preventivo. É a mesma coisa com a criminalidade. Custaria muito menos ao estado educar do que sustentar toda uma máquina policial e outra judiciária para processar, prender e manter as tantas penitenciárias abarrotadas, as quais nunca darão conta da demanda se a política continuar sendo a de “punir depois” ao invés de “educar antes”. E todos sabemos que o uso de drogas aumenta a criminalidade.
Ocorre que o ser humano se vicia muito facilmente e não apenas em substâncias. Ele se vicia com muita facilidade e em qualquer coisa. Vicia-se no jogo, em esportes radicais, em pescaria, em colecionar coisas, em sexo, em religião, em chocolate, em Coca-Cola, em cafezinho, em novelas, em seriados, em ganhar dinheiro, em perder dinheiro… vicia-se em qualquer coisa.
Então, conhecendo essa característica do Homo sapiens, durante este meu meio século de profissão tenho trabalhado para “viciar” as pessoas em não contrair vícios. É uma questão condicionamento, de educação, de costume implantado. Quando proporcionamos um ambiente sadio e preleções esclarecedoras (jamais doutrinadoras), a tendência da maioria é a de incorporar esse hábito de cultivar a saúde, o bem-estar, a qualidade de vida, as boas relações humanas, a produtividade como um esporte, a responsabilidade social e ambiental como uma questão de honra. Essas pessoas não terão foco – nem tempo – para o vício.
Mesmo afastando-se do ambiente saudável do nosso Método, muitas delas levam consigo o patrimônio de bons costumes que lhes ensino e geralmente conseguem irradiá-los para dentro do seu círculo familiar. Algumas vezes, transmitem os bons hábitos até para os colegas de profissão e círculo de amizades. Dessa forma, ao reeducarmos uma pessoa, estaremos criando ondas de choque que reverberarão na sociedade conseguindo, assim, transformar o mundo.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O que esperar de 2012?


Fiquei em casa nesta virada de ano, com o marido e as crianças. Estávamos muito cansados, pois viajamos na madrugada (voltando de Sergipe). Diante dos fatos o programinha foi se largar no sofá e ver TV abraçadinhos com as crianças.

Assistíamos o programa  Man X Food. Algo grotesco, onde um rapaz super carismático se farta de comer porções gigantescas de comida: se não fosse trágico seria cômico, mas no fundo é assustador!
Olhei para o lado e percebi levemente entristecida que dia 31 de dezembro é um dia comum, é um dia como todos os outros.
Minha filhota, inclusive, já estava na cama rendida pelo cansaço, pois não agüentou esperar pelo Ano Novo. Festividade que antigamente era comemorada em outra data, assim como o é até hoje em outras culturas. Resolvi saber um pouco mais e apelei para o oráculo do século conhecido como internet. Compartilho com você algo que me chamou a atenção sobre o nome da comemoração: Réveillon é um termo oriundo do verbo francês réveiller, que em português significa "despertar".
Despertar...Gostei disso. Será que é do significado desse termo a fonte de diversos planejamentos para nossa vida sempre que se dá início um novo ano?

Afinal, o termo despertar é bem profundo. Imagine-se dormindo, em um estado de semiconciência e finalmente você acorda! Realmente é muito profundo abrir os olhos e parar de negar, deixar de ver para fianalmente enxergar!

Pensando nisso me veio em mente uma gota de sabedoria do meu querido amigo DeRose, que nos alerta para o fato do Universo ser polarizado. Se existe uma força de mudança, de movimento, de evolução, existe em seu contraponto uma força que considero fortíssima: a inércia.

Racionalmente, se o Universo é polarizado, a inércia é tão forte quanto o movimento. Qual a razão de nos parecer mais poderosa?
Estamos em constante movimento, nosso planeta gira em seu eixo e percorre suas trajetórias, nos transporta  como uma nave pelo cosmo, mas não temos noção da velocidade pelo simples motivo de nos faltar referências.

Papo para os estudantes de física! Rs

Afinal, toda essa conversa foi para concluir que você não deve esperar por absolutamente nada de novo se não estiver disposto a mudar. Aqui vai mais uma pérola: Se você continuar fazendo aquilo que sempre fez, certamente irá obter os mesmos resultados.

Poderia escrever e escrever infinitas linhas a fim de tentar te acordar, mas afinal eu também tenho que continuar em minha jornada que busca o despertar.

Não terei receio de ser repetitiva, pois temos a notável capacidade de esquecimento. Já postei este texto de Mahatma Gandhi em minha coluna:

“Se eu pudesse deixar algum presente à você, deixaria aceso o sentimento de amar a vida dos seres humanos. A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo a fora. Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem. A capacidade de escolher novos rumos. Deixaria para você, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável. Além do pão, o trabalho. Além do trabalho, a ação. E, quando tudo mais faltasse, um segredo: o de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída.”


Que 2012 seja transformador!

Carla Mader
Instrutora do Método DeRose
Diretora da Unidade em Itu

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Práticas para o dia-a-dia

Treinamento dos hemisférios cerebrais

Antigamente, não se denominava dessa forma. Era um despretensioso exercício de desenvolvimento de aptidões. Consiste em adestrar a mão esquerda e a direita de forma similar, executando todas as tarefas, tais como comer, escrever etc., nos dias ímpares, com uma e nos dias pares, com a outra. Recentemente descobriu-se que esse simples treinamento consistia numa poderosa estimulação neurológica dos hemisférios cerebrais.

Trecho do livro Tratado de Yôga, DeRose, Ed. Nobel, 2007.